É fundada a Associação Espanhola de Residências Estudantis (AREDE).

  • A AREDE reúne 11 grandes operadores e representa quase metade dos leitos em residências estudantis na Espanha.
  • A associação de empregadores foi criada para dar voz unificada às PBSA (Personal Residence Authority), abordar a escassez estrutural de vagas e aproximar-se da média europeia.
  • A associação está promovendo um Manifesto de boas práticas e preparando um Livro Branco e estudos sobre saúde mental e a realidade universitária.
  • Defende a colaboração público-privada e o papel das residências como infraestrutura educacional fundamental e como forma de aliviar a dependência do mercado de aluguel.

associação de residência estudantil

La Associação Espanhola de Residências Estudantis (AREDE) A associação iniciou oficialmente suas atividades como a nova associação de empregadores de alojamento universitário na Espanha. A organização é lançada em um momento crítico, marcado por um desequilíbrio significativo entre a oferta e a demanda por alojamento, tanto de estudantes nacionais quanto internacionais.

Este novo grupo de pressão setorial reúne os principais operadores de Acomodações estudantis projetadas especificamente para esse fim (PBSA), com o objetivo de dar ao setor uma voz única, proporcionar transparência e participar ativamente na elaboração de políticas públicas que afetam o alojamento universitário e o ambiente educacional.

Uma associação patronal que controla quase metade dos leitos estudantis.

A AREDE começa sendo composta por onze empresas fundadoras Em conjunto, gerem cerca de 48.000 a 50.000 camas distribuídas por 42 cidades espanholas. Este número representa aproximadamente 44% de toda a oferta profissional de residências universitárias no país, bem como mais de 90% do investimento destinado a novas vagas a curto prazo.

Os operadores que fazem parte da associação incluem: Amro Holdco Spain, Camplus Ibérica, Micampus Living, Nido, Qurzon, Resa, Rockfield, Stephouse, Student Experience, Vita Spain Management e Yugo Students SpainA secretaria técnica da entidade é gerida pela Andersen, que é responsável pelo apoio jurídico e organizacional.

Os membros da AREDE, muitos deles apoiados por fundos internacionais e grandes gestores de investimentosRepresentam aproximadamente metade dos leitos em residências estudantis profissionalizadas que existem atualmente no mercado espanhol e a maioria dos que serão abertos nos próximos anos.

De acordo com os cálculos das empresas pertencentes à associação patronal, a previsão conjunta envolve para desenvolver aproximadamente 25.000 novos empregos a médio prazo, com medidas como Plano Universitário VIVEAinda assim, os operadores reconhecem que, mesmo com esse investimento, o número de leitos ainda será insuficiente para cobrir um déficit que descrevem como estrutural.

Um setor em crescimento que enfrenta uma escassez estrutural de vagas.

O presidente da AREDE, Marta Sánchez (também CEO da Resa), insiste que o alojamento é “uma parte fundamental da experiência universitária” e que as residências estudantis devem ser consideradas infraestrutura essencial. O contexto em que a associação foi fundada é marcado por uma combinação de Alta procura por parte dos alunos, escassez de vagas específicas. e forte tensão no mercado de aluguel.

O sistema universitário espanhol tem mais de 160.000 estudantes internacionaisAlém disso, mais de 20% dos estudantes nacionais mudam-se para fora da sua região para prosseguir os seus estudos superiores. Esta mobilidade torna a necessidade de alojamento estudantil específico particularmente intensa quando os estudantes decidem estudar no estrangeiro. estudar em uma cidade.

Na Espanha, eles operam atualmente em torno de 115.000 camas em residências estudantisSegundo estimativas do setor, porém, a própria associação de empregadores estima o valor em déficit estrutural de aproximadamente 350.000 leitosIsso exclui uma parcela muito significativa do corpo discente desse tipo de acomodação, que acaba recorrendo ao mercado de aluguel tradicional.

A comparação com a Europa é desfavorável para o mercado espanhol: enquanto a taxa média de cobertura no ambiente europeu é de cerca de 18% dos alunos com vaga na PBSANa Espanha, esse número mal chega a 7%. Em mercados mais maduros, a cobertura ultrapassa os 30%, evidenciando a lacuna existente e a necessidade de acelerar o ritmo de desenvolvimento de novas residências.

Os objetivos da AREDE: voz unificada, transparência e políticas públicas eficazes.

Diante desse cenário, a Associação Espanhola de Residências Estudantis definiu como prioridade Organizar o setor e dar-lhe uma voz comum. perante universidades, administrações públicas e outras entidades. A intenção é estabelecer-se como um interlocutor válido no debate sobre políticas habitacionais, planejamento urbano e estratégias de internacionalização universitária.

A AREDE argumenta que o setor atingiu um fase de maturidadeCom a presença de operadores nacionais e internacionais, investimentos significativos e modelos de gestão profissionalizados, chegou a hora, nas palavras do seu presidente, de "proporcionar transparência com dados" e destacar o impacto social, educacional, econômico e urbano das residências estudantis.

Uma das mensagens que a associação de empregadores transmite repetidamente é que as residências universitárias são “infraestrutura crítica”Elas melhoram o acesso à habitação para jovens, tornam as universidades mais acessíveis e competitivas e proporcionam um ambiente especificamente concebido para o desempenho académico e a vida estudantil.

Além disso, a AREDE quer se posicionar como referência técnica e de conhecimento sobre o setor. Para isso, planeja produzir um Livro Branco com os principais dados econômicos e sociais relacionados às residências estudantis, bem como vários relatórios temáticos, incluindo um específico sobre saúde mental no ambiente universitário.

Investimento recorde e a necessidade de multiplicar o capital alocado às PBSA (Agências de Serviços de Habitação Privada).

A chegada da nova associação patronal coincide com um período de forte atividade de investimento. Segundo dados do setor, as residências estudantis atraíram cerca de 170 milhões de euros no primeiro trimestre do ano, marcando um recorde histórico no volume de capital alocado a esse tipo de ativo.

Apesar desse aumento, o presidente da AREDE alerta que o volume atual ainda é insuficiente. aproximar-se dos níveis de cobertura europeusO setor teria que multiplicar o investimento por dez, já que, embora os recordes de capital investido sejam batidos todos os anos, a diferença entre os leitos disponíveis e a demanda continua muito grande.

Os operadores destacam que as residências estudantis deixaram de ser consideradas um investimento alternativo em ativos alternativos Tornar-se um dos destinos preferidos para capital especializado no segmento "habitação". Essa mudança atraiu grandes fundos de pensão, gestores de ativos internacionais e plataformas imobiliárias focadas em aluguéis de médio e longo prazo.

Além disso, a escassez de alojamento estudantil não se limita à Espanha. Em toda a Europa, estimativas do setor apontam para uma falta de cerca de três milhões de leitosEste é um problema que se agrava nos destinos universitários mais atrativos, entre os quais a Espanha é um dos mais populares em todo o mundo.

Parcerias público-privadas e mudanças de uso: alavancas para o crescimento

A AREDE considera a seguinte chave parceria pública Privada Promover um crescimento ordenado e suficiente na oferta de residências, com exemplos como o residências para estudantes universitários de centros públicosA associação patronal vê com bons olhos o modelo de concessão implementado por diversas universidades públicas, bem como os planos de algumas administrações para ativar terrenos destinados a instalações educacionais e residenciais.

As empresas do setor também estão solicitando, maior agilidade administrativa No processamento de novos projetos, o objetivo é reduzir os prazos, facilitar o investimento e ajustar os preços dos quartos. As autoridades locais estão sendo solicitadas a facilitar mudanças no uso do solo para determinados terrenos ou edifícios, a fim de incorporar mais acomodações estudantis em áreas com demanda particularmente alta.

Tradicionalmente, muitas residências universitárias foram construídas em terrenos de instalações públicasIsso se deve precisamente ao alto custo de outros tipos de terrenos urbanos. A associação patronal está aberta a explorar novos formatos e localizações, desde que a regulamentação permita usos compatíveis e que a viabilidade econômica dos projetos seja garantida.

A associação também enfatiza que as residências estudantis Eles não competem com as habitações convencionais.Como geralmente estão localizadas em terrenos destinados a instalações públicas em vez de uso residencial, sua presença pode contribuir para a melhoria da qualidade de vida nos bairros onde se encontram, concentrando o alojamento estudantil em edifícios projetados especificamente para esse fim.

Impacto no mercado de aluguel e convivência com os vizinhos

Um dos principais argumentos apresentados pela AREDE é o papel dos lares de idosos no que diz respeito a aliviar a pressão sobre o mercado de arrendamentoA associação patronal argumenta que, ao aumentar a oferta de vagas especificamente destinadas a estudantes, inúmeras residências atualmente utilizadas como apartamentos compartilhados por universitários seriam liberadas.

Alguns operadores citam o caso de Madrid como exemplo. Estima-se que na capital existam aproximadamente 320.000 a 330.000 estudantes universitáriosDesses, cerca de 150.000 a 160.000 precisam de alojamento por virem de fora da cidade. No entanto, as residências universitárias da cidade têm apenas cerca de 20.000 camas, o que obriga dezenas de milhares de jovens a recorrerem a alugueres tradicionais.

O setor argumenta que, se houver um aumento significativo em disponibilidade de vagas em residênciasIsso poderia liberar até 100.000 imóveis em uma cidade como Madri, o que ajudaria a reduzir parte da tensão atual no mercado de aluguel, especialmente nos bairros mais procurados.

Os operadores também salientam que viver em conjunto em blocos residenciais nem sempre é fácil quando há um número elevado de apartamentos ocupados por estudantesPortanto, argumentam que concentrar essa demanda em edifícios projetados especificamente para uso universitário beneficia tanto os estudantes, que encontram serviços adaptados às suas necessidades, quanto os moradores da região, que percebem um impacto reduzido em suas comunidades.

Manifesto de boas práticas e foco no bem-estar do aluno

Juntamente com o anúncio de sua criação, a AREDE apresentou o Primeiro manifesto de boas práticas em residências estudantisEste é um quadro de ação comum ao qual os onze operadores fundadores aderiram voluntariamente. O documento visa elevar os padrões do setor e estabelecer compromissos claros, especialmente no que diz respeito aos estudantes residentes.

O Manifesto dá especial ênfase a bem-estar integral dos jovensCom forte enfoque na saúde mental, na prevenção e gestão de conflitos e na criação de espaços que promovam a comunidade, as residências são concebidas não apenas como locais para dormir e estudar, mas como ambientes para convivência e apoio mútuo.

Além do aspecto social, o texto incorpora compromissos relativos a Sustentabilidade, ética empresarial, boa governança e empregos de qualidade.Dessa forma, a associação de empregadores visa reforçar a imagem dos lares de idosos como empresas com propósito, que buscam combinar a rentabilidade econômica com um impacto positivo em seu ambiente.

Em termos operacionais, o setor visa consolidar um modelo de Gestão profissional e serviços 360Isso inclui desde apoio acadêmico e orientação pessoal até uma variedade de atividades culturais e esportivas. Quanto aos preços, as empresas indicam uma ampla gama, aproximadamente entre 500 e 1.500 euros por mês, dependendo da localização, do tipo de quarto e dos serviços incluídos.

Próximos passos: Livro Branco, dados setoriais e estudos específicos.

O roteiro da AREDE para os próximos meses inclui o desenvolvimento de um Livro Branco sobre o setor de alojamento estudantilEste projeto visa compilar dados econômicos, sociais e educacionais essenciais relacionados a essas acomodações. O objetivo é estabelecer uma base estatística sólida para fundamentar propostas de políticas públicas e decisões de investimento.

Ao mesmo tempo, a associação está trabalhando em diferentes projetos. relatórios especializadosEntre esses documentos, encontra-se um estudo sobre saúde mental no ambiente universitário. Com esse tipo de relatório, a associação de empregadores pretende contribuir para o debate sobre como devem ser as residências estudantis do futuro e qual o papel que devem desempenhar no apoio emocional e acadêmico aos estudantes.

A organização também aspira a se consolidar como Canal permanente de diálogo com universidades e administrações, para coordenar a criação de novos locais, adaptar os regulamentos à realidade do setor e garantir que a expansão da oferta seja acompanhada por padrões de qualidade homogêneos em todo o território.

A AREDE insiste que o setor de residências universitárias está em uma fase de maturação aceleradaImpulsionada pela chegada de novos investidores e por um perfil estudantil mais diversificado, internacional e exigente, a associação de empregadores se apresenta como uma ferramenta para orientar o crescimento e garantir que a expansão da oferta seja acompanhada de boas práticas e colaboração com outras partes interessadas.

Com a criação da Associação Espanhola de Residências Estudantis, o mercado de alojamento universitário em Espanha dá mais um passo rumo à profissionalização, articulando uma Uma só voz clama por mais investimentos, regras claras e cooperação público-privada. Para atender à crescente demanda estudantil, a nova associação de empregadores enfatiza, ao mesmo tempo, o bem-estar dos jovens, o impacto social e a necessidade de residências estudantis para aliviar a pressão sobre o mercado de aluguéis, consolidando seu papel como parte essencial do ecossistema educacional e urbano.

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